domingo, 23 de janeiro de 2011

Uma História de Amor - blogagem coletiva

Boa noite de domingo, gente! Hoje tem mais festa! É aniversário de 3 anos do Cantinho She da nossa querida Sheila. Para comemorar fomos convidados a contar uma história de amor. Então vamos lá.





Eu tinha 17 anos quando estava concluindo o terceiro ano do ensino médio. Passara a vida inteira ouvindo o meu pai dizendo que eu iria ser médica, que meu vestibular era certo para medicina. Até então eu ainda não havia parado para pensar o que realmente queria ser. Comecei a trabalhar neste mesmo ano e no primeiro vestibular em 1999 como sabia que não ia passar prestei para medicina. 
Como o resultado foi negativo, comecei a fazer cursinho e também a pensar o que faria da vida, pois não queria ser médica. Vários cursos passavam pela minha cabeça: Biologia, Serviço Social, Farmácia, Nutrição...Mas tinha uma condição, tinha que ser um curso que tivesse na universidade federal, pois não tinha a menor condição financeira de arcar com os custos de uma universidade particular, então me restava biologia das opções acima. Mas ainda não era isso que eu queria. A minha amiga Samira já prestava vestibular para Psicologia, eu ainda não tinha pensado em ser psicóloga, mas me interessei em saber mais sobre o curso. Fui até a psicóloga do cursinho e fiz uma breve orientação profissional, que deu assim: habilidades para área biomédica e humanas. Perguntei para ela se Psicologia daria certo e ela respondeu que seria perfeito, pois agregaria as duas áreas. Perguntei sobre o mercado de trabalho e ela disse: "Quando se faz aquilo que se ama e faz bem feito, o dinheiro é consequência." Saí daquela sala decidida: seria psicóloga, e psicóloga clínica. Prestei o vestibular e bati na trave, fiquei na lista de espera. Chorei até quando não tinha mais chances de ser chamada. Reuni forças e recomecei o cursinho, quando em janeiro de 2000 recebi uma das melhores notícias da minha vida: passei em 15º lugar para o curso de Psicologia da Universidade Federal de Uberlândia. Muita emoção, eu nem acreditava. E assim, os cinco anos que se sucederam ao curso fui me apaixonando pela minha profissão. Trabalhava, estudava e sonhava com o dia de ter o meu consultório. Fiz ótimos estágios, aprendi muito. E o meu coração dizia que eu não poderia ter escolhido outra profissão a não ser essa.

 Tenho um amor muito grande pela Psicologia, área essa que estuda a alma humana, o comportamento, que nos coloca num lugar de ajuda e a serviço do outro. 
Essa é minha história de amor...