domingo, 4 de julho de 2010

Um super-herói

Boa noite de domingo, gente! Como é bom guardar algumas lembranças de uma época que ficou lá atrás. E hoje eu gostaria de compartilhar com vocês um texto de autoria de um aluno que tive na época em que dei aulas no curso de psicologia da UFU. Às vezes, aquele rapaz tímido no canto da sala, de poucas palavras expressas verbalmente, mas de olhar sereno pode surpreender você. E foi assim, em uma oficina nas aulas de técnicas de grupo que este aluno apresentou um texto belíssimo que vou presentear vocês neste domingo. Beijos e boa semana, gostando, comentem!



Um Super-Herói

Quando criança queria ser um super-herói, tal como os que eu conhecia, ter super poderes e combater super vilões. Ser forte como aço, esperto, ter visão a laser e principalmente poder voar.
Mas como a idade nos leva a fantasia e traz a razão, fui notando que meus super-heróis não existiam de verdade, assim sendo, eu não poderia ter super poderes, ou ser um super-herói.
Mas graciosamente, o tempo colore a experiência do coração, e assim, logo percebi que meus super-heróis não eram heróis o tempo todo, Eles também sofriam, também perdiam batalhas. Mas mesmo assim ainda eram meus heróis, porque sempre seguiam em frente sem se dar por vencidos.
E com mais um pouco de tempo, um pouco mais distante da fantasia de criança, notei que heróis também não existem, mas sim atos de heroísmo.
Ao contrário do que possa parecer, a vida pode ter evanecido minha fantasia, mas não fez com que eu perdesse meus super-heróis e heróis, mas sim que aumentasse mais ainda a minha lista.
Nas minhas epopéias reais, estes heróis estão resgatando pessoas, produzindo alegria, superando suas dificuldades, e vencendo suas lutas...
E esses super-heróis, hoje estão em mim e são mais reais do que nunca. Pois, no sonho a ser um deles, aprendi a ser sagaz, poderoso, bondoso e valente como eram. Com minha própria força e dignidade, aprendi a vencer lutas adversas e salvar, principalmente, a minha própria vida.

Leo Poeta.