sábado, 1 de maio de 2010

Estrelas do mar

Bom dia de sábado! Hoje fiquei pensando sobre quando somos convidados a fazer a diferença. Mas o convite é apenas um início de uma série de coisas que tem que se transformar dentro de você. Isso envolve fé, escolhas, persistência, saber lidar com a frustração e onipotência. Particularmente vivi uma experiência essa semana que passou que me fez refletir sobre essas coisas. Temos um grupo terapêutico com mulheres de um bairro da periferia de Uberlândia. São em torno de 10 a 15 mulheres que se reúnem todas às sextas-feiras pela manhã. Apesar do grupo ter 2 meses, podemos perceber algumas mudanças que o grupo tem causado em nossas vidas. Digo essas, pois um grupo, para mim, é algo circular, horizontal. Somos facilitadoras de alguns processos, mas aprendemos muito também. Porém, ouvi de uma pessoa que havia conhecido uma das mulheres em um outro contexto de sua vida dizer assim: "ah, essa não tem jeito, é muito custosa". Senti uma profunda tristeza de ouvir aquilo e também percebi o quanto temos a facilidade de julgar as pessoas por um recorte que fazemos de um momento de suas vidas.
Tenho aprendido a ter um olhar mais ampliado das coisas e a valorizar muito mais o momento do "aqui e agora". E isso tem me ajudado a continuar fazendo o trabalho com fé, esperança e persistência. Sem projeções e pretensões irreais.
Como não podia deixar de ser, vou postar uma metáfora que retrata esse momento e também uma foto do nosso grupo Maria João!
Era uma vez um escritor que morava em uma tranqüila praia, junto de uma colônia de pescadores.
Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar, e à tarde ficava em casa escrevendo.
Certo dia, caminhando na praia, ele viu um vulto que parecia dançar.
Ao chegar perto, ele reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas-do-mar da areia para, uma por uma, jogá-las novamente de volta ao oceano.
"Por que está fazendo isso?"- perguntou o escritor.
"Você não vê! --explicou o jovem-- A maré está baixa e o sol está brilhando.
Elas irão secar e morrer se ficarem aqui na areia".
O escritor espantou-se.
"Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora, e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia.
Que diferença faz?
Você joga umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma.
O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta ao oceano e olhou para o escritor.
"Para essa aqui eu fiz a diferença..".
Naquela noite o escritor não conseguiu escrever, sequer dormir. Pela manhã, voltou à praia, procurou o jovem, uniu-se a ele e, juntos, começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano.
Sejamos, portanto, mais um dos que querem fazer do mundo um lugar melhor.
Sejamos a diferença!

Autor Desconhecido



Grupo Maria João